9.3 -
1
2
3
4
5
Biela completa
6
7
8
9
10
11
Spare parts catalogue
Importante
As referências em negrito dentro deste capìtulo indicam que as peças citadas não estão presentes nas imagens ao lado do texto, mas devem ser localizadas nesta vista explodida.
Desmontagem do grupo da biela
Remover o grupo de cabeçotes completo e os órgãos da distribuição
 
Depois de ter efetuado a operação de abertura dos semi-cárters, extrair o virabrequim (1) juntamente com a biela (5).
Descomposição da biela
Para descompor a ligação por biela, desatarraxar os parafusos (8) e separar as bielas do virabrequim.
Importante
Cuidado para não confundir as bielas entre si e para manter a orientação original.
Revisão da biela
Efetuar as seguintes verificações dimensionais das bielas:
-
Substituir a biela se o desgaste for excessivo. A bucha do pé da biela deve estar em boas condições e firmemente instalada no seu alojamento. Controlar o erro de paralelismo medido a 100 mm do eixo longitudinal da biela:
deve ser H - h inferior a 0,02 mm; caso contrário, substituir a biela.
O diâmetro da cabeça deve ficar compreendido nos valores prescritos (Seção C 1.1, Cilindro / pistão).
Utilizar de preferência virabrequins e bielas da mesma classe.
Substituição dos semi-rolamentos da biela
É recomendável substituir os semi-rolamentos todas as vezes que fizer a revisão do motor.
São fornecidos como peças de reposição, prontos para a montagem e, portanto, não devem ser retocados com raspadores nem lixas.
O desgaste dos semi-rolamentos da biela deve ficar compreendido nos valores prescritos (Seção C 1.1, Cilindro / pistão).
Substituição da bucha do pé da biela
Para substituir a bucha (6), utilizar a ferramenta da figura que permite extrair a bucha desgastada e, ao mesmo tempo, instalar a nova (A).
Orientar a bucha nova no pé da biela, posicionando-a com o corte a 90° em relação ao furo superior do pé da biela.
Na bucha substituìda, efetuar os furos de lubrificação na posição correspondente aos já existentes no pé da biela.
Em seguida, escarear a bucha ajustando o diâmetro interno (D) para 18,006-18,024 mm.
Revisão do virabrequim
Os rolamentos principais e da biela não devem apresentar sulcos nem arranhões.
As roscas, as sedes das lingüetas e as ranhuras devem estar em boas condições.
Verificar se na zona de união entre o pino e o rebaixo não existem sinais de usinagem nem rebarbas.
Raio de união: 1,5 mm.
Medir, com o auxìlio de um micrômetro, a ovalização e a conicidade do pino da biela, efetuando a medição em várias direções (Seção C 1.1, Cilindro / pistão).
Com o auxìlio de um comparador, medir o alinhamento dos rolamentos principais colocando o eixo entre duas contrapontas (Seção C 1.1, Cilindro / pistão).
Desatarraxar todas as tampas (4), (3) e (2) do virabrequim; se necessário, aquecê-lo para remover o selante aplicado no momento da montagem.
Para a operação, utilizar um aquecedor a ar capaz de atingir 150°C .
Limpar todas as canalizações de lubrificação utilizando escovas metálicas de diâmetro adequado e soprando depois ar comprimido para eliminar os possìveis resìduos que poderiam limitar a passagem do óleo.
Aplicar a junta lìquida DUCATI nas roscas das tampas (3), (4) e (2) e reinstalá-las.
Apertar todas as tampas no valor de torque prescrito (Seção C 3, Torques de aperto do motor).
Acoplamento semi-rolamentos-pino da biela
Para verificar a folga de acoplamento entre os semi-rolamentos e o virabrequim, é necessário utilizar uma barra (A) de “Plastigage PG-1, cor VERDE”, posicionada no pino da biela.
Montar a biela com os semi-rolamentos (7) originais (ver o procedimento na próxima página) e apertar os parafusos (8) no valor de torque de 49 Nm.
Remover a biela e verificar a espessura da barra com uma faixa de referência (B) correspondente.
Se a espessura medida, correspondente à folga existente, não cair dentro dos limites prescritos (folga de acoplamento dos semi-rolamentos de biela-pino do virabrequim indicada na Seção C 1.1, Cilindro / pistão), será necessário substituir os semi-rolamentos ou o virabrequim.
Recomposição da biela
Antes de passar à montagem, verificar se os rolamentos principais e os rolamentos da biela no virabrequim não apresentam rebarbas nem sinais evidentes de usinagem: se necessário, lixar as superfìcies com lixa muito fina e óleo.
Verificar se as ranhuras estão ìntegras, sem sinais de emperramentos.
Em cada biela, verificar se as cavilhas de centragem (A) estão montadas entre a cabeça e o relativo corpo.
Lavar e secar as cavilhas com ar comprimido.
Limpar e lubrificar com óleo para motor o pino da biela e os semi-rolamentos; em seguida, montar as bielas no virabrequim, na mesma posição de onde foram removidas.
Montar a cabeça e a respectiva biela com a marcação do mesmo lado.
Lubrificar com a graxa prescrita a rosca e a parte inferior da cabeça dos parafusos (8) novos e a sede roscada no corpo, introduzindo graxa pelas duas extremidades do furo.
Atenção
A graxa utilizada é irritante se entrar em contato com a pele; utilizar luvas de proteção.
Importante
A lubrificação dos parafusos da biela é fundamental para obter o acoplamento prescrito e evitar a ruptura dos componentes.
 
Intercalar entre as bielas o calibre de lâminas tipo forquilha 88765.1000, disponìvel nas espessuras 0,1, 0,2 e 0,3 mm, para eliminar a folga axial residual. Apertar os parafusos em três passagens até o valor de torque prescrito (Seção C 3, Torques de aperto do motor), utilizando uma chave de torque. Segurar a chave da maneira mostrada na fotografia.
Extrair o calibre de lâminas e verificar se a folga axial entre as bielas e o virabrequim é de: 0,15 - 0,35 mm.
Montagem do grupo da biela
Instalar a biela completa no interior do semi-cárter e passar ao procedimento de colocação de calços, conforme descrito na Seção N 9.2, Grupo do cárter: semi-cárters.
Importante
Verificar se as bielas (5) estão posicionadas corretamente nas respectivas sedes dos cilindros. Um posicionamento errado levaria inevitavelmente à reabertura dos semi-cárters.
 
Reinstalar o grupo de cabeçotes completo e os órgãos da distribuição