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Parts catalogue
 Importante
As referências em negrito dentro deste capìtulo indicam que as peças citadas não estão presentes nas imagens ao lado do texto, mas devem ser localizadas nesta vista explodida.
Abertura dos semi-cárters
Remover o grupo de cabeçotes completo e os órgãos da distribuição
Utilizando um par de chaves de fenda, remover o anel elástico de retenção (2) do eixo de transmissão da distribuição no semi-cárter, lado da embreagem.
 Nota
Cuidado para não riscar a superfìcie do eixo durante a extração do anel elástico.
 
Desatarraxar os parafusos de união dos semi-cárters no lado do alternador.
Desatarraxar os dois parafusos (12), no lado da embreagem, na zona correspondente à sede do cilindro vertical.
Reutilizar a tampa do alternador, ou uma tampa de serviço, com o extrator 88713.1749 montado. Fixá-la com alguns parafusos originais no semi-cárter e, acionando o pino central da ferramenta, iniciar a separação.
Bater com um martelo de plástico no eixo secundário da caixa de câmbio até obter a separação dos semi-cárters.
 Nota
Tomar muito cuidado para não estragar as arruelas de calço que se encontram nos eixos e no tambor seletor.
Remover dos semi-cárters os eixos do câmbio e o tambor de seleção das marchas conforme descrito na Seção N 7.2, Caixa de câmbio: eixos do câmbio.
Extrair o virabrequim (L) utilizando um martelo de plástico e tomando cuidado para não estragar as arruelas de calço.
Remover o eixo de transmissão da distribuição (17) e recuperar o anel de vedação OR (25) no canal de comunicação do óleo entre os semi-cárters.
Revisão dos semi-cárters
Efetuar um cuidadoso controle visual dos semi-cárters do motor.
 
Controlar, numa superfìcie de referência, se as superfìcies dos semi-cárters estão perfeitamente planas.
Verificar se os rolamentos (1) e (18) estão em ótimo estado. Se for necessário substituir os rolamentos principais, eles devem ser substituìdos em pares (ver o procedimento no próximo parágrafo “Rolamentos principais”).
 Nota
Quando se faz a revisão do motor, é aconselhável substituir todos os rolamentos dos semi-cárters.
 
Depois de ter substituìdo os rolamentos (19) e (9) de suporte dos eixos do câmbio, bloqueá-los no semi-cárter com os espaçadores (2) e a chapa de retenção (10).
Todas as vezes que a revisão for feita, é aconselhável substituir também o anel de vedação (8) posto fora do rolamento (9).
Substituir todos os rolamentos (7) e (23) de extremidade dos eixos do câmbio e os rolamentos (4) e (15) de suporte do eixo de transmissão da distribuição.
Prestar atenção no calço (6) posto entre o rolamento (7) de extremidade do eixo primário do câmbio e o semi-cárter, lado da corrente.
Na posição correspondente ao rolamento de roletes (15) está instalado, no lado externo, um anel de vedação (14) que deve ser substituìdo todas as vezes que se fizer a revisão.
Verificar se os condutos de lubrificação não apresentam estrangulamentos nem obstruções.
Verificar as condições das buchas (22) de centragem. Caso apresentem deformações evidentes ou folga de acoplamento excessiva com os alojamentos, removê-las utilizando ferramentas adequadas.
Se a operação de remoção das buchas (22) dos seus alojamentos no cárter for difìcil, aconselha-se utilizar um macho esquerdo com o qual forçar a saìda das buchas.
 Importante
Substituir sempre as buchas (22) que foram removidas utilizando este procedimento.
 
Rolamentos principais
Possuem pistas assimétricas uma em relação à outra; as cargas são transmitidas, por intermédio das esferas, desde um sulco ao outro ao longo de retas que formam um determinado ângulo com o eixo do rolamento. Os rolamentos oblìquos de esferas são adequados para sustentar cargas combinadas (radiais-axiais).
Este tipo de rolamento consegue agüentar cargas axiais dirigidas num único sentido. De fato, sob o efeito de uma carga radial, no rolamento cria-se uma força axial que deve ser equilibrada por outra dirigida no sentido oposto: por isso, geralmente, o rolamento é montado em oposição com um outro.
Para substituir os rolamentos é necessário:
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instalar o novo rolamento (enquanto o cárter estiver ainda com uma temperatura elevada) perfeitamente perpendicular ao eixo do alojamento, utilizando um tampão tubular que exerça pressão somente no anel externo do rolamento;
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 Importante
No caso de motores particularmente desgastados, pode acontecer que as buchas de suporte do rolamento não apresentem mais a interferência correta de montagem com os semi-cárters.
 
Verificar se a interferência entre o cárter e a bucha, com os rolamentos (1) e (18) montados, não é inferior a 0,03 mm; do contrário, substituir os semi-cárters.
 Nota
Para a colocação dos calços nos rolamentos principais, ver o capìtulo no fim da seção.
 
Montagem dos semi-cárters
Os semi-cárters devem estar ìntegros e perfeitamente limpos. As superfìcies de acoplamento devem estar perfeitamente planas e sem rebarbas.
Montagem do semi-cárter, lado da embreagem
No lado interno do semi-cárter devem estar presentes:
O rolamento (23) de extremidade do eixo secundário.
O rolamento (19) de suporte do eixo primário, fixado com parafusos (20) e espaçadores de retenção (21).
O rolamento principal (18) com a respectiva bucha (17).
O rolamento de roletes (15) com o anel elástico (16) de bloqueio, na posição correspondente ao eixo de transmissão da distribuição.
Montagem do semi-cárter, lado do alternador
No lado interno do semi-cárter devem estar presentes:
O rolamento (9) com coroa dupla de esferas de suporte do eixo de comando dos garfos com a respectiva chapa (10) e parafusos de retenção (11).
O rolamento (7) de extremidade do eixo primário do câmbio com o espaçador interno (6).
O rolamento principal (1).
O rolamento (4) com o anel elástico (5) de bloqueio na posição correspondente ao eixo de transmissão da distribuição.
 Nota
Todos os rolamentos, com exceção dos rolamentos principais, não apresentam um lado especìfico de montagem.
Colocação de calços nos eixos
Antes de fechar os semi-cárters, é preciso calcular os calços que irão determinar a folga axial do virabrequim e dos eixos da caixa de câmbio.
Calcular os calços segundo o procedimento descrito a seguir.
Colocação de calços no virabrequim
Após ter instalado os rolamentos principais novos, proceder da seguinte maneira para determinar a cota “SA” total dos calços:
Medir a cota “LA” entre as superfìcies de apoio dos rolamentos no virabrequim.
Medir as profundidades “LA1” e “LA2” correspondentes à distância entre o plano de contato do semi-cárter e a superfìcie de apoio da pista interna dos rolamentos;
Adicionar uma pré-carga de 0,30 mm, para evitar uma folga axial excessiva do virabrequim quando os semi-cárters alcançarem a temperatura de trabalho.
Obteremos assim:
SA=LA1+LA2+0,30-LA.
Para calcular a entidade de um único calço, é necessário saber que:
SA=SA1+SA2
onde “SA1” e “SA2” representam os calços relativos aos semi-cárters lado da embreagem 1 e lado da corrente 2.
Considerando o alinhamento do eixo, obteremos:
SA1=LA1+0,15-LA/2;
E, por fim, o segundo calço: SA2=SA-SA1.
Método prático para determinar os calços para o virabrequim
Além das informações fornecidas, ilustramos também um procedimento prático que permite determinar corretamente a espessura dos calços que devem ser montados no virabrequim.
Instalar em cada lado do virabrequim um calço de espessura mìnima (1,90 mm) para evitar o contato do munhão do eixo com o bloco do motor.
Instalar o virabrequim no semi-cárter e fechar o bloco do motor.
Montar quatro parafusos M8 nas sedes indicadas na figura e apertá-los no valor de torque prescrito (Seção C 3, Torques de aperto do motor).
Posicionar um comparador (A) com base magnética sobre uma chapa de apoio fixada no cárter do motor.
Colocar o apalpador apoiado na extremidade do virabrequim e zerar o comparador nesta posição.
Introduzir uma alavanca (B) entre o cárter e o munhão do virabrequim e empurrar este último em direção do instrumento.
Ler no comparador a folga total presente e adicionar o valor da pré-carga (0,30 mm) e dos calços utilizados (1,90x2=3,8 mm).
Dividir por dois a medida calculada para obter o valor de espessura dos calços a serem colocados em cada lado do virabrequim.
 Nota
Após o fechamento dos semi-cárters, o virabrequim deve poder rodar com interferência nos rolamentos novos.
Colocação de calços nos eixos do câmbio
Para determinar a entidade dos calços totais para os eixos primário “SP” e secundário “SS”, seguir estas instruções:
Medir as cotas “LP” e “LS” relativas aos eixos primário e secundário (neste último, é preciso considerar também a espessura do calço “R” de 2,3 mm).
Medir a profundidade correspondente à distância entre o plano de contato dos semi-cárters e a superfìcie de apoio da pista interna do rolamento relativo aos eixos primário “CP1” e “CP2” e secundário “CS1” e “CS2”;
Considerando que se deve obter uma folga axial de 0,050,20 mm, consideramos o valor ideal de 0,15 mm:
SP=CP1+CP2-LP-0,15 e SS=CS1+CS2-LS-0,15.
Para calcular a entidade de um único calço, é necessário saber que:
 
SP=SP1+SP2 e
SS=SS1+SS2
Onde “SP1” e “SP2” representam o calço para o eixo primário, lado da embreagem e lado da corrente, e “SS1” e “SS2” os calços correspondentes para o eixo secundário. Temos assim:
 
SP1=CP1-64-0,075 e
SS1=CS1-64-0,075 e portanto
SP2=SP-SP1 e SS2=SS-SS1.
Colocação de calços no tambor do câmbio
É preciso seguir um procedimento análogo para determinar a espessura total “ST” dos calços do tambor do câmbio;
Conhecendo:
LT1 = profundidade do cárter no lado da embreagem
LT2 = profundidade do cárter no lado da corrente
LT = rebaixo no tambor do câmbio.
Considerando que se deve obter uma folga axial de 0,100,40 mm.
Consideramos o valor médio ideal de 0,25 mm.
O resultado será: ST=LT1+LT2-LT-0,25.
Sabendo que ST=ST1+ST2
obteremos ST1=LT1-59-0,125 e portanto ST2=ST-ST1.
Método prático para determinar os calços para o tambor do câmbio e para os eixos do câmbio
Além das informações fornecidas, ilustramos também um procedimento prático que permite determinar corretamente os calços para o tambor do câmbio (E) e os calços para os eixos primário e secundário.
Inicialmente, determinar a folga axial do tambor sem calços.
Abrir o cárter, tirar o virabrequim com os calços corretos, calculados anteriormente.
Para não estragar o interruptor de ponto morto (N), antes de introduzir o tambor no cárter, removê-lo.
Introduzir o tambor sem calços e fixar o semi-cárter apertando alguns parafusos perto do tambor.
Posicionar um comparador (T) com base magnética utilizando uma chapa de apoio fixada no cárter do motor. Colocar o apalpador apoiado na extremidade do virabrequim e zerar o comparador nesta posição. Mover o tambor e medir a folga axial total, considerando que a folga final deve ficar compreendida entre 0,10 e 0,40 mm. Determinar os calços que devem ser adicionados.
A folga total deverá ser dividida por 2 para que a espessura dos calços que devem ser colocados em cada lado do tambor seja a mesma.
 Nota
É preferìvel que o valor obtido seja mais próximo de 0,40 do que de 0,10 mm.
 
Abrir os semi-cárters de novo e instalar os calços calculados nos lados do tambor do câmbio.
Para o eixo primário do câmbio (G), utilizar como ponto de partida um calço (L) da mesma espessura determinada para o tambor do câmbio.
Colocar o eixo primário no semi-cárter direito (lado da embreagem) com o calço acima citado.
Montar o garfo (F) e o respectivo pino (P).
Verificar se o tambor está na posição NEUTRAL, observando a sua extremidade pelo lado da embreagem.
Neste momento, segurando o eixo primário, verificar se os engates frontais da engrenagem deslizante estão eqüidistantes relativamente aos engates nas engrenagens fixas. Efetuar esta verificação introduzindo a lâmina (S) de um calibre de lâminas entre os engates.
 Nota
Durante esta operação, pressionar a engrenagem deslizante em um sentido ou no outro, para anular as folgas.
 
Se não perceber a eqüidistância das engrenagens frontais, substituir o calço (L) do eixo primário por um mais apropriado.
Instalar no eixo secundário um calço (H) de 2,5 mm como calço inicial.
Montar o eixo secundário no semi-cárter direito (lado da embreagem) e os dois garfos com o respectivo pino.
Selecionar o calço mais apropriado efetuando as operações descritas para o eixo primário.
Calcular os calços que devem ser colocados na extremidade esquerda (lado do alternador) e que deverão garantir, com o cárter fechado, uma folga axial próxima de 0.
Colocar um calço pouco espesso (1,5 mm) no eixo primário e nenhum calço no eixo secundário.
Tirar o tambor seletor das marchas, os garfos e os respectivos pinos.
Fechar novamente o cárter fixando-o com alguns parafusos na posição correspondente aos eixos do câmbio.
Com o comparador, medir a folga axial dos eixos secundário e primário.
A folga final para ambos os eixos deve ficar entre 0,05 e 0,20 mm.
 Nota
É preferìvel que o valor obtido seja mais próximo de 0,05 do que de 0,20 mm.
Verificação do posicionamento do câmbio
Depois de ter calculado os calços para os eixos do câmbio, abrir o cárter de novo.
Instalar os garfos (F) nas ranhuras das engrenagens deslizantes.
Montar o tambor com os calços calculados.
Colocar os garfos no tambor e introduzir os respectivos pinos.
Fechar o cárter sem o virabrequim para efetuar um controle de posição no câmbio.
Montar o mecanismo de seleção das marchas (M) e efetuar a sua regulagem (ver a Seção N 7.1, Montagem do mecanismo de seleção das marchas).
Observando pela abertura do cilindro horizontal, verificar se, com o câmbio na posição NEUTRAL, os engates frontais das engrenagens deslizantes estão eqüidistantes (Fig. 1 - Fig. 2), em ambos os lados, relativamente aos engates correspondentes das engrenagens fixas.
Com uma marcha engatada, verificar se o garfo fica livre no sulco da engrenagem deslizante (Fig. 3).
Introduzir os garfos das 1a-4a e 2a-3a marchas (D) nos respectivos canais de deslizamento das engrenagens conduzidas do eixo secundário.
 Nota
Os dois garfos são iguais.
 
Introduzir o garfo das 5a-6a marchas (E) na engrenagem conduzida do eixo primário.
Instalar no semi-cárter o tambor de comando do garfo (F) com os calços calculados.
Instalar os pinos (G) nos garfos que foram já montados.
Instalar o virabrequim com os calços calculados no rolamento do semi-cárter, lado da embreagem, colocando as bielas (H) na posição correspondente às respectivas sedes dos cilindros.
 Importante
Verificar se as bielas (H) estão posicionadas corretamente nas respectivas sedes dos cilindros. Um posicionamento errado levaria inevitavelmente à reabertura dos semi-cárters.
Verificar se estão instaladas as duas buchas de centragem (22).
Lubrificar devidamente o anel OR (31) para mantê-lo na sua sede e colocá-lo na posição correspondente ao canal de comunicação do óleo, entre os dois semi-cárters.
Fechamento dos semi-cárters
Instalar o eixo de transmissão da distribuição (17) no rolamento de roletes (4) montado no semi-cárter, lado da embreagem.
Para não estragar o anel de vedação (14) posto na posição correspondente ao eixo de transmissão da distribuição, é aconselhável proteger a extremidade roscada do eixo com a tampa de proteção especial cód. 88713.5749. Umedecer o anel de vedação (14) com álcool e instalá-lo no eixo de transmissão da distribuição, colocando-o em contato com o rolamento de roletes (4).
Montar o anel elástico de bloqueio (2) na sede no eixo e remover a tampa de proteção.
 Nota
Se forem novamente montadas peças usadas, antes de introduzir a caixa do câmbio no semi-cárter, verificar se as pistas internas (C) dos rolamentos de extremidade dos eixos do câmbio estão instaladas no respectivo rolamento e não ficaram montadas no respectivo eixo.
Acoplar os eixos do câmbio e passar à montagem no semi-cárter, lado da embreagem, intercalando os calços calculados.
Aplicar um cordão uniforme e continuo de pasta selante DUCATI na superfìcie de acoplamento dos semi-cárters, contornando todos os furos, conforme mostrado na figura.
Acoplar os semi-cárters (3) e (13) batendo, se necessário, com um martelo de borracha perto dos eixos.
Preparar os parafusos de fixação, lubrificando-os com a graxa prescrita, e introduzi-los no semi-cárter, lado do alternador, prestando atenção nos comprimentos diferentes.
Atarraxar os parafusos de união até o fim de maneira progressiva, começando pelos parafusos de diâmetro maior (M8).
Instalar dois parafusos M8 (12), no lado da embreagem.
Apertar todos os parafusos no valor de torque prescrito (Seção C  3, Torques de aperto do motor), começando pelos de diâmetro maior.
Verificar se o virabrequim roda com uma certa interferência nos rolamentos principais (o virabrequim deve ter uma pré-carga de 0,200,30  mm) e se todos os órgãos montados rodam ou deslocam-se corretamente.
Instalar o filtro de cartucho conforme descrito na Seção D 4, Substituição do óleo do motor e do cartucho do filtro.
Montar o anel de vedação (8) e o espaçador com a vedação OR no eixo secundário do câmbio, conforme descrito na Seção G 8, Substituição do anel de vedação no eixo secundário do câmbio.
Reinstalar o grupo de cabeçotes completo e os órgãos da distribuição
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